https://www.academia.edu/170731103/Pol%C3%ADticas_e_identidades_no_mundo_antigo_introdu%C3%A7%C3%A3o_Maria_Aparecida_de_Oliveira_Silva_e_Funari_e_A_percep%C3%A7%C3%A3o_grega_da_fronteira_na_Magna_Graecia_Literatura_e_Arqueologia_em_di%C3%A1logo_Airton_Polllini_e_Funari?email_work_card=title
A História Antiga, nas últimas décadas, tem estado cada vez mais atenta às transformações epistemológicas nas Ciências Humanas. No despertar da historiografia no século XIX, o estudo da Antigüidade desempenhou papel de destaque, a começar pelas próprias origens antigas do gênero literário. Nestas primeiras décadas, o político, como locus, mostrou-se fecundo, centrado, primeiro, nos grandes personagens, para depois se espraiar por toda uma gama de relações de poder. O século XX testemunharia um multiplicar-se da influência seminal dos estudos de História Antiga, numa pletora de campos, tanto historiográficos como de outras ciências. Democracia antiga e moderna, razão e pensamento, escravidão, alguns dos muitos temas explorados por estudiosos da Antigüidade, lidos, contudo, por historiadores em geral, e por todos que se preocuparam com o humano. Não cabe dúvida, portanto, que a História Antiga nunca saiu da ribalta acadêmica (e, menos ainda, da cena pública). Nunca se escreveu, falou, filmou, representou tanto sobre a Antigüidade. O primeiro objetivo desta coletânea, assim, relaciona-se a essa posição privilegiada do estudo da Antigüidade. Busca, além disso, mostrar como as discussões epistemológicas mais recentes aparecem na literatura brasileira. Desde meados do século XX, surgiram movimentos sociais que contestaram o caráter homogêneo e monolítico das sociedades. Para dar conta de tais conflitos e divisões sociais evidentes, diversas vertentes vieram a questionar o que se convencionou chamar de modelos normativos de interpretação da vida social. A teoria social propôs que as identidades eram algo relevantetema não tão presente anteriormente -e que elas eram fluidas, mutantes e
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